Prevenção ao Suicídio


Hoje é o dia internacional combate ao suicídio. Data criada para criar debate e possa falar abertamente sobre uma questão de saúde mental que vem crescendo perigosamente. Falar de suicídio é sempre tabu na nossa sociedade. A gente não sabe lidar com quem tira a própria vida por várias questões, muitas delas por falta de conhecimento, acha que falar desse tema vai instigar ainda mais que a pessoa tire a sua vida. Mas, pelo contrário, falar sobre suicídio é permitir que quem está com esse pensamento encontre um lugar de fala. Possa assim expressar suas angústias, dores, medos, o que está passando nesse momento. Muitas pessoas que tem pensamento suicida se culpa por magoar quem ama. Pensa em tirar a própria vida para que não aja mais dor. É a forma que ela encontra de parar de sofrer, de dar uma solução, como se ela fosse um “problema” fardo para aquela família.

Mas, não é só isso, existe uma dor dentro dela que muito vezes deixa marca no seu corpo, na tentativa de amenizar sofrimento psíquico,podemos entender esse ato de pedir ajuda,um sinal de quem ainda que viver, mas ás vezes a mente está em ato de sofrimento tão grande que ela tentar tirar a própria vida para parar de sofrer.

Precisamos olhar com cuidado para pessoas que vem aos poucos mudando de comportamento, querem se isolar, pouco manifestam seus sentimentos, baixa autoestima, vão aos poucos perdendo interesses em tarefas simples e que antes lhe trazia prazer, choro sem motivo aparente, vão dando sinais de uma depressão.

Elas perdem o sentindo da vida, não entende mais, e não veem mais motivo para viver, há melancolia instalada. E esse sentindo de vida que precisamos resgatar. Precisamos adentrar em seu mundo, e tirar de onde não tem perspectiva, proposito de viver. Também precisamos validar essa dor, reconhecer a ferida que existe dentro dessa pessoa, acolher seu choro, seu medo, seu sofrimento. Ela precisa entender que é amada e desejada.

Por isso o diálogo é tão importante, e em meio de tanta tecnologia, estamos perdendo a capacidade de conversar com as pessoas, olhar no olho delas, perguntar onde doí? O que posso fazer para ajudar?

A tecnologia também traz a sensação de vida perfeita, todos sorrindo, viajando, desfrutando do gozo, mas sabemos que não existe perfeição, mas gera uma "cobrança" para quem está deprimido.

A ajuda pode começar dentro de casa, amando, acolhendo a dor do outro. Talvez essa seja a parte mais importante, validar os sentimentos, pois na maioria das vezes, temos a tendência de banalizar, diminuir o que o outro está sentindo. Isso só gera mais angústia, a pessoa fica perdido, sente mais culpa por estar em sofrimento.

Tanto quem tem pensamento auto destrutivos como a família dessa pessoa deve ser acompanhado com junta médica. Importante passar com avaliação com psiquiatra, mas fundamental ser acompanhado por psicólogo para tratar essa dor. Apenas medicação não vai resolver o que sentimos ultrapassa processos medicamentosos. É preciso falar sobre o que sentimos na alma, por que ela pode ser tão insuportável que assim queremos tirar a nossa própria vida, pois não vemos uma solução para parar de sofrer.

Lembre-se, você não está sozinho, você é uma pessoa amada, estamos aqui para te ajudar.

Hoje existe CVV (Centro Valorização da Vida) que oferecem atendimentos 24hs, acolhida em momentos de crise.

Fique atento aos sinais que a pessoa deixa ao longo da sua trajetória, vamos juntos solucionar uma questão de dor e sofrimento psíquica.

“Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses.”

Rubem Alves

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